O que é glúten?


 

Nunca se falou tanto sobre glúten como se fala hoje em dia. Termos como “contém glúten”, “Não contém glúten” ou “Glúten Free” estão por toda parte, muito mais evidentes que anos atrás.
Obviamente, essa preocupação das pessoas fez com que a indústria alimentícia despertasse para a nova necessidade e por isso não é difícil encontrar produtos sem glúten.

Não existe só um tipo de glúten. O mais famoso é o glúten do trigo, porém, alimentos como cevada, centeio, aveia, malte e seus derivados também contêm esse elemento.

Qual é a diferença?

Várias proteínas contidas no trigo, quando combinadas à água e à força mecânica, viram uma massa aderente e elástica chamada de glúten.

No entanto, duas frações proteicas do glúten são as mais famosas: a gliadina e glutenina.

O centeio possui a secalina;
A cevada possui a hordeína;
E a aveia, a avenina;

Todas elas são similares à gliadina, e por isso é comum dizer que todos esses alimentos contém glúten, já que os efeitos e mecanismos no organismo são parecidos.

O malte é um subproduto da cevada e também contém glúten, porém, em menor quantidade.

O glúten dá viscosidade e elasticidade às massas, por isso é tão utilizado na fabricação de pães, por exemplo. E não por acaso a palavra “glúten” significa “cola” em latim.

O glúten é alergênico e de acordo com a lista compilada pela Mayo Clinic (USA), é o alimento com maior frequência de incidentes, seguido dos laticínios de vaca, soja e ovos.

Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a incapacidade de digerir alimentos que contenham glúten, esses são os celíacos. No entanto, a sensibilidade (ou intolerância) a essa proteína é algo extremamente recorrente e existe uma infinidade de possibilidades e sintomas associados.

O glúten é a principal causa da permeabilidade intestinal. Isso porque ele é uma cola e, sendo assim, prende-se às delicadas paredes do intestino. Isso pode bloquear o funcionamento do mesmo e causar irritação.

Essa irritação torna o intestino mais permeável, o que facilita o contato de bactérias, vírus, e partículas fecais com a nossa corrente sanguínea.

O fluxo desses microrganismos e partículas infecciosas faz com que o nosso sistema imunológico entre em estado de alerta, o que pode desencadear doenças autoimunes, alergias, problemas de pele, acne.

Essa resposta do nosso sistema imunológico pode contribuir para a resistência à insulina, o que favorece o acúmulo de gordura e pode levar a pessoa a desenvolver obesidade, diabetes e doenças cardíacas.

O glúten também pode provocar a diminuição da produção da serotonina, o que por sua vez pode causar vários problemas de ordem neurológica, como:

Ansiedade;
Depressão;
Problemas de memória;
Confusão mental;
Irritabilidade;
Agravamento dos sintomas da TPM;
Indisposição;

Como o glúten é aliado do açúcar (sequestrador do cálcio), seu consumo aumenta os riscos de osteoporose, cáries, ranger de dentes, insônia e hipertensão.

E tudo isso pode acontecer mesmo em indivíduos que não possuem nenhum problema de hipersensibilidade a essa proteína.

A título de curiosidade, os alimentos levam em média 18 horas da mastigação até a eliminação pelo reto. Alimentos com o glúten levam 26 horas.

Consumido em excesso, ele vai retendo cada vez mais toxinas no organismo e promovendo a disbiose, que é a alteração da flora normal, com fermentação e retenção de líquidos.

E os alimentos integrais?

Uma das estratégias de marketing da indústria alimentícia é a de adicionar pequenas porções de trigo integral ou apenas farelo do trigo para vender esses produtos como integrais, portanto, mais saudáveis.

Mas a verdade é que eles estão apenas camuflando produtos altamente processados, elaborados com gordura vegetal bastante inflamável, com açúcar adicionado e outros elementos nocivos.

A maioria das pessoas é levada a acreditar que está ingerindo algo extremamente saudável ao comer biscoitos e pães “integrais”, só por estarem tingidas de marrom por traços de trigo integral.

Se você observar a lista de ingredientes desses produtos é a farinha de trigo branca, portanto, o que está presente em maior quantidade.

Alimentos que contem gluten:

Grãos: trigo, gérmen de trigocevada, centeio, espelta, kamut, triticale, sêmola, triguilho;
Pães: pão francês, pão de forma integral ou não, pão de centeio e outros;
Bolos e biscoitos: recheados, cream crackers, cookies, bolachas, donuts, cupcakes, panquecas, cones de sorvete;
Macarrão, pizza, tortas e outras massas;

Alimentos processados:

Muitos deles contêm glúten como um aditivo alimentar, porque esta proteína é um agente espessante e estabilizador que melhora o sabor e a textura de muitos deles. (leia o rótulo para ter certeza)

Malte
Sopas industrializadas
Batata chips e batata frita congelada (geralmente colocam farinha ao redor antes de congelar)
Chiclete
Alguns queijos processados
Maionese
Ketchup
Molho de soja
Achocolatado
Salsichas
Temperos em pó industrializados
Sucrilhos
Cachorro quente
Sorvete
Barrinhas de cereais e a maioria das barras de proteína
Mix de nozes/nuts comercial
Xaropes
Vodka
Pudim
Molho de salada e outros molhos prontos
Hambúrgueres vegetarianos
Cerveja
Aveia (caso não seja certificada como “sem glúten”)

Existem muitos alimentos que não contém glúten e é perfeitamente possível ter uma alimentação saudável e equilibrada sem ele.

Vale lembrar, inclusive, que nós evoluímos como espécie sem que essa proteína estivesse presente em nossa alimentação e é justamente por isso que o organismo não a digere tão bem.

– Gordura saudável: azeite extra virgem, óleo de gergelim, côco e óleo de côco, manteiga, ghee, leite de amêndoas, abacate, azeitonas, nozes, manteigas vegetais e sementes (linhaça, sementes de girassol, sementes de abóbora, sementes de gergelim, sementes de chia);

– Proteína: ovos, peixes (salmão, bacalhau preto, peixe mahi mahi, garoupa, arenque, truta, atum, sardinha), crustáceos e moluscos (camarão, caranguejo, lagosta, mexilhões, ostras), aves domésticas, carne de porco, carne bovina, cordeiro, fígado, frango, pato, avestruz, carne de vitela;

– Vegetais: alface, couve, espinafre, brócolis, couve-flor, acelga, cebola, cogumelos, chicória, couve de Bruxelas, repolho, alcachofra, brotos de alfafa, feijão verde, aipo, rabanetes, agrião, nabo, espargos, alho-poró, erva-doce, cebolinha, gengibre, salsa;

– Legumes e frutas com pouco açúcar: pimentão, pepino, tomate, abobrinha, abóbora, cenoura, chuchu, ervilha, abóbora, berinjela, limões, limas;

– Tubérculos: Batata doce, inhame, aipim (macaxeira), batata inglesa, batata baroa, batata yacon, cará;

– Grãos e farinhas sem glúten: amaranto, trigo sarraceno, arroz (marrom, branco, selvagem), painço, quinoa, grão de bico, farinha de arroz, fubá, polvilho doce e azedo, farinha de banana verde, farinha de amêndoas e outras castanhas, farinha de côco;

– Frutas em geral: damascos, bananas, melancia, pêssego, kiwi, morango, mangas, melões, mamão, ameixas secas, abacaxi, pêssego, maçã, pêra;

– Outros: vinhos, alguns chocolates, laticínios, café.

 

fonte: http://guiadaboaforma.com.br

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